27 de mai de 2008

Passo Doble Malbec-Corvina 2005

Ouvi falar pela primeira vez deste vinho no rádio, na coluna da Alexandra Corvo. Ela contou como o vinho é feito, passando por dupla fermentação e uvas Corvina, casta originária do Venetto, secas ao sol. Pareceu bem interessante... Depois fui ver que o vinho está sendo bem comentado por aí, e muito apreciado. Merecidamente!


Comprei na Mistral por R$35, um preço muito bom. Uma das melhores garrafas que tomei nos últimos tempos por este preço (e mais caros). Muito diferente dos vinhos que costumo tomar por, ele realmente é um vinho de "personalidade" única.

Já no copo é um vinho bonito, cor grená límpido e brilhante, tendendo para um tom de tijolo. Textura bonita, formação de pernas longas, finas e bem uniformes. Reflexos vivos cor groselha.

O aroma é muito agradável, rico e muito vivo. Frutas maduras mas, diferente dos Malbecs Argentinos, lembra frutas vermelhas mais doces como morango, groselha ou framboesa. Toque leve de madeira, um pouco de frescor e um fundo mais evoluido, lembrando compota e chocolate.

Na boca, é muito equilibrado com corpo estruturado e aveludado. O ataque é elegante e logo preenche a boca com um sabor adocicado mas não doce(...). Acidez presente, muito redonda e saborosa, lembrando as frutas vermelhas. Taninos redondinhos, muito bem integrados ao todo. Retrogosto mais intenso e marcante, mas sempre nesse registro elegante. Ótima persistência.

É um ótimo vinho, vale a pena ser descoberto. Agradou a todos e vai bem só ou acompanhado. Realmente diferente dos Argentinos que conheço.

Vale muito os R$35 e já estou comprando mais!

O que mais gostei - dele na boca, com sua acidez única e elegante.

26 de mai de 2008

Quara Syrah 2004

Comprei esse vinho pelo Pão de Açucar on-line. Queria provar uns rótulos um pouco mais baratos e que normalmente não encontro no supermercado. Esse custou R$21 e eles não cobram frete.

Infelizmente, achei o vinho muito fraquinho... Meio ruim, mesmo.

No copo, tem uma cor bonita e bem viva, púrpura com relfexos cor de rubi, mas poucas pernas e muito irregulares. Textura bem leve.
O nariz era simples com frutas vermelhas, como cereja, e um toque floral. Um fundo mais adocicado agregou um pouco ao bouquet, que se mostrou fraco.

Na boca, precebe-se o corpo insuficiente já indicado no copo, com uma certa presença inical adocicada. Esse açucar é rapidamente substituido por uma acidez forte e, na minha opinião, rude e desequilibrada.

Costumo gostar de acidez nos vinhos, mas por incrível que pareça, o gosto deste vinho me lebrou muito suco de maracujá (que não é um aroma que acho interessante para um vinho tinto...). Enfim, por conta dessa acidez meio doce é que nem consegui me interessar pelo resto to vinho.

Pode ser que seja uma característica da uva Syrah, que tem mesmo muita acidez, porém neste vinho achei que o resultado foi muito esquisito e nada agradável.

O que mais gostei - ...

Não vale R$21 e não vou comprar de novo, não esse varietal.

Minha nota: 1/5

14 de mai de 2008

Santa Rita 120 Cabernet Sauvignon 2005

Este vinho está se tornando bem manjando pelos supermercados aqui de São Paulo, inclusive ficando meio carinho. Paguei uns R$28 por essa garrafa, mas costuma custar um pouco mais de R$30.


Já tomei umas 3 garrafas deste vinho e sempre acho muito bom. Estou considerando este como uma escolha certeira nesta faixa de preço, de ótima qualidade e que agrada sempre a todos.

No copo, é um tinto bem profundo, cor purpura já um pouco cor de terra, com reflexos bem escuros cor de cereja. Tem muitas pernas densas, finas e longas com bastante viscosidade.

O bouquet é rico e frutado, com fruta intensa madura e escura como ameixas, cereja preta e até groselha. Tem uma presença marcante de pimentão, terra e madeira.

Ainda no olfato, o vinho evolui para alguns aromas secundários de baunilha, caramelo e couro. Acho que o couro é bem característico deste vinho, pelo menos depois de uns aninhos de garrafa

Na boca, preenche rapidamente toda a língua com corpo muito estruturado. Acidez presente e bem equilibrada com o açucar e taninos bem marcantes mas redondos. Retro-olfação com muita madeira e a acidez da ameixa preta (da casca da ameixa, sabe?).

O final é longo e apresenta especiarias, nozes, tostado. É um vinho rico em aromas e bastante encorpado, bem ao estilo Chileno. Vai super bem com pratos mais temperados, mas também é agradável de ser tomado só.

Vale os R$28.

O que mais gostei - do bouquet, intenso e muito rico.


1 de mai de 2008

Santa Helena Siglo de Oro Cabernet Sauvignon 2006

Este é o vinho do mês da Confraria Brasileira dos Enoblogs, escolhido pelo Colheita de Vinhos. Outros blogs comentando este mesmo vinho podem ser acessados através dos links ao lado, em "eu leio".

Comprei este pelo site do Pão de Açucar, paguei R$32,00 e não teve frete. Legal!

Fazia bastante tempo que não tomava um Santa Helena. Era um vinho que costumava tomar sempre há alguns anos, aí comecei a me interessar por outros e nunca voltei para ver como estava indo. Este é o "Siglo de Oro", que é uma linha mais premium da vinícola Chilena.

No copo, um bonito tinto muito escuro, límpido, com reflexos cor de rubi. Cor bem intensa, bem de Cabernet Sauvignon. Formação de lágrimas finas e longas, razoavelmente ligeiras.

O bouquet é muito agradável, de frutas maduras escuras, presença vegetal como pimentão verde, pimenta do reino e anis. Um fundinho mais adocicado, como vanila. Bouquet franco, de boa intensidade e bem fiél à uva.

Na boca, primeiro ataque de intensidade média e corpo bem estruturado. Envolve a língua e logo a acidez se destaca no todo. Bem equilibrado, apresenta álcool é açucar corretos e taninos presentes mas muito bem trabalhados e redondos. Me parece ser o tanino da própria uva, não senti muita madeira no vinho.

Retro-olfação intensa de especiarias, um toque de anis e vegetal. Final longo e marcado pela acidez, tornando-o bem fresco para um cabernet e muito agradável. Leve amargor.

No geral, achei um vinho super hamonioso e elegante, porém marcante o suficiente para não sofrer diante de um prato um pouco mais condimentado. Mais elegante do que muitos outros cabernets chilenos que já provei, que pecam pelo excesso. Não é o caso deste.

Acho R$32 um pouquinho caro, mas é um bom vinho. Valeu a pena.

O que mais gostei - dele na boca, equilibrado, fresco e super agradável.