2 de mai de 2011

Miros Roble Ribera del Duero 2007

Este é (para ser) meu comentário sobre o 55º vinho da Confraria Brasileira dos Enoblogs. O tema escolhoido pelo Escrivinhos foi "Tempranillo 100%". Vocês vão ver que eu acertei 80% na escolha, acho que está valendo, não é?

No meu primeiro post depois de um milênio (ok, depois de pouco mais de 1 ano...) sem postar, já fui vagabundo o suficiente para não tirar uma foto da garrafa. Então vou ter que enganar com foto surrupiada de um site de venda de vinhos de algum país da Europa Oriental.

Enfim, este vinho é um exemplar de Ribera del Duero, denominação de origem espanhola que margeia o Rio Douro, o mesmo que dá nome àquela outra região, esta de Portugal. Mas pela distância, localização, características de solo, clima, (talvez até da língua) os vinhos são bem diferentes entre essas duas áreas produtoras.

Lá na Espanha, muitos produtores têm apostado em cortes com Tempranillo como base, o que é o caso deste moço em questão, que leva 80% de Tempranillo, 15% de Merlot e o resto de Cabernet Sauvignon. Confesso que achei o corte muito interessante, a Tempranillo tem aquele sabor marcante meio de anis, docinho de frutas vermelhas escuras, etc, e com Merlot entrando para arrendondar e Cabernet puxando uma "pontada" no final, ficou um vinho extremamente agradável e palatável.

No caso, já entreguei o principal do meu comentário sobre este vinho. Mas vamos lá, esticar um pouco mais essa história.

No copo, este tinto tem cor viva, escura e boa densidade, bem violeta e reflexos muito brilhantes e vivos. Certa formação de pernas no copo, pintando as paredes da taça. Nariz bem rico de frutas maduras escuras, acidez presente, e um toque de madeira. A madeira é um ponto legal aqui, pois é bem delicada e dá personalidade para o vinho.

O bouquet é frutado principalmente, com predominância de ameixas pretas (quelas de polpa vermelha), amora talvez, mas traz também profundidade interessante, com toques de especiarias como canela e talvez ervas da turma da menta.

Na boca é bem balanceado, corpo médio, boa acidez e álcool levemente perceptível. Tem predominância típica de Tempranillo, mas como mencionei, bem cortado com a maciez e corpo da Merlot e robustez de Cabernet. Vinho bem gastronômico, para acompanhar pratos diversos de massas até carnes meio leves. Não é daqueles espanhóis super secões, vai bem com comida.

Minha nota: 4/5
À la vôtre!