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26 de dez. de 2008

Nieto Senetiner Brut Nature

Este mês, os participantes da Confraria Brasileira de Enoblogs combinaram de recomendar um espumante cada um no dia 15. Todos os meu colegas confrades fizeram sua lição de casa, menos eu (é claro).


Antes de falar do meu vinho: não deixem de conferir as dicas do Vinho para Todos, Le Vin au Blog, Diário de Baco e Avaliador, que são alguns dos colegas que fizeram ótimas recomendações.

Vamos lá! O espumante que recomendo para este final de ano é o ótimo argentino Nieto Senetiner Brut Nature. Esta vinícola tem me surpreendido constantemente, com vinhos de ótima qualidade e preços muito atrativos. Paguei R$25,90 por esse.

Trata-se de um espumante branco 100% Pinot Noir. Olhando com cuidado, dá para ver uma leve tonalidade rosada, porém não chega a ser um vinho rosé. É um branco "bronzeado".  Tem formação de bolhas finas e regulares com boa espuma no copo.

Os aromas são muito agradáveis, predominância frutada bem fresca, porém com presença distinta de baunilha, manteiga, talvez até uma erva doce... e tostado no fundo, o que dá uma cortada legal no bouquet. Muito agradável.

Na boca, ótima acidez e corpo estruturado com textura sedosa e frisante bem delicado. Também na boca tem predominância frutada, mas novamente muito bem cortada pelo tostado e aromas mais quentes, que trazem certa cremosidade. É seco na medida correta, um vinho muito elegante e com personalidade.

Vale a pena provar, excelente custo benefício! Vale cada centavo dos R$25,90 (e ainda vem com latinha!).

O que mais gostei - dele na boca, muita personalidade.

7 de dez. de 2008

Norton Malbec DOC 2005

Já tomei este vinho mais de uma vez, mas ainda não tinha comentado aqui. Achei o vinho por R$25,90 desta vez, um preço ótimo. Promoção, talvez por estar envelhecendo.


Trata-se de um Malbec muito legal e feito com bastante cuidado. A denominação DOC, neste caso, indica que todas as uvas vieram da região de Luján de Cuyo, considerada uma das melhores de Mendoza para o cultivo da Malbec.

No copo, tem coloração violeta escura, já ganhando notas mais castanhas e reflexo ainda vivo. Formação abundante de pernas, muito lentas e escuras, indicando viscosidade.

Nariz intenso, com abundância de frutas vermelhas escuras e presença controlada de madeira. Ao contrário de outros Malbecs concentrados como este (como por exemplo o Terrazas de los Andes), neste vinho a madeira aparece "emoldurando" a fruta e não se sobressai demais no conjunto. Presença floral e toque ligeiramente fresco dão boa vida ao bouquet.

Na boca, o sabor da fruta se impõe novamente, trazendo um bom nível de acidez e taninos agradáveis e eveludados.  Álcool muito correto e toque picante de especiarias, bem típico dos Malbecs Argentinos. Final longo e agradável, com um pequeno amargor.

É um vinho que privilegia a uva e tem ótimo corpo, sem recorrer demais à madeira. Além disso, tem excelente acidez, o que não é muito fácil de encontrar nos Malbecs desta faixa de preço. Para mim, isto é relamente reflexo do cuidado com o cultivo e seleção das uvas, mostrando que há critério na elaboração.

Em resumo, este é ,na minha opinião, o melhor Malbec que tem por aí nesta faixa de preço. O mais completo, extremamente agradável e saboroso. Safra 2005 para beber logo!

Certamente vale R$25,90. Eu pago até uns R$34.

O que mais gostei - do equilíbrio entre acidez, madeira e fruta.

16 de nov. de 2008

Alamos Reserve Tempranillo 2005

Trouxe este vinho de Buenos Aires, infelizmente ele não é vendido por aqui. Parece que a Bodega Catena só comercializa a linha Reserve na Argentina, e este é o único tempranillo que eles fazem. Paguei uns 35 pesos, se me lembro bem.


No copo, é denso e de cor púprura escura com pouca transparência. Reflexos cor de telha e pernas longas e finas, descendo muito lentamente pelo copo.

Nariz abundante de frutas escuras, bem marcado por um toque picante. Tem fundo de cereja preta e madeira presente mas muito bem integrada. Dá pra sentir um certo aroma adocicado no fundo. Aos poucos, depois de provar, evoluiu para algo mais herbáceo, lembrando estragão.

Na boca, tem um ataque muito fresco, com ácidez leve e agradável. Corpo médio mas com boa presença. Taninos também leves, com sensação picante no céu da boca e no centro da língua. É um tanino que não preenche a boca inteira, mas dá uma vivacidade ao vinho. Madeira integrada.

No geral, predomina a acidez que dá ao vinho um frescor delicado e bem específico, inesperado para mim, que não imaginava isso em um tempranillo. Mas gostei muito! Tem também um toque picante na boca, assim como no nariz, e um final levemente amargo. Deixa a boca limpa e é ótimo para acompanhar a refeição.

Vale o que custou, mas não tem por aqui...

O que mais gostei - da acidez na boca, da sensação fresca mas com boa presença.

28 de set. de 2008

Nieto Senetiner Malbec 2005

Tenho andado bem vagabundo com as atualizações do meu Blog, mas vamos lá!


Esse vinho eu comprei no Pão de Açucar e paguei R$25,90. É um Argentino bem manjando, fácil de encontrar em supermercados e lojas.

No copo, é um vinho de cor púrpura muito escuro, cor típica de Malbec Argentino, inclusive formando espuma roxa ao ser servido. Fanta Uva também forma espuma roxa... mas isso não vem ao caso.

Reflexos violeta, puxando mais para rubi, mas tudo sempre muito profundo. Pernas muito lentas e largas escorreram pelo copo.

Naris de frutas abundantes, predominando cerejas pretas e ameixa preta. Toque vegetal de mato e maderia bem presente, mais do que o de costume mas sem incomodar. A madeira traz com ela aroma de baunilha e no fundo, presença picante de especiarias. Álcool presente, sem exagero.

Na boca, um vinho menos cheio do que imaginava, sempre com bastante fruta. Álcool sobressaindo um pouco, fica no limite. Taninos bem presentes e vivos, mas já mais arredondados pelo tempo. Agradável.

Tomando esse vinho, pensei um pouco na característica do tanino de Malbec. Na minha opinião, consigo descrevê-lo como sendo "pontual", pois não envolve toda a boca, deixando aquela sensação "enrugada" por todo lado. É uma sensação picante em diversos pontos da língua. Na minha opinião...

Voltando ao vinho, tem madeira óbvia, alterando o sabor mas dentro do razoável. Final quente, de álcool, um pouco amargo.

Achei um vinho agradável, relativamente leve, se comparado com outros primos diretos, porém muito menos fresco do que permitiria a uva. Melhor de bouquet que na boca, apesar de ser correto. Bem feito mas sem surpresas, bom para acompanhar comida e certamente melhor do que o Benjamin, o "entrada de linha" da vinícola. Vale pagar mais por este.

Acho que vale os R$25,90.

O que mais gostei - do bouquet frutado e aberto.

1 de set. de 2008

Alamos Sauvignon Blanc 2007


Comprei esse vinho no site da Mistral e paguei uns R$25 por ele. A foto, eu roubei do site, mesmo... Abrimos na semana passada e ele acompanhou alguns jantares levinhos que fizemos ao longo da semana.

No copo, é um vinho amarelo claro e meio pálido com reflexos levemente esverdeados. Ao abrir, apresentou pequenas bolhas se formando no fundo do copo, que desapareceram depois de um tempinho.

Vinho bom de bouquet, bem franco, fresco e agradável. De início, lembra fruta cítrica madura tipo grape fruit (ou toranja, pra quem faz questão...). Também tem um quê mais adocicado desde o início. Foi evoluindo para um aroma mais maduro, talvez de pêra ou até fruta do conde, pelo toque doce. Bem no fundo, algo de chá branco ou talvez camomila, deixando o bouquet fresco porém mais "calmo".

Na boca, bom ataque inicial com pequena sensação frisante. Acidez moderada e de sabor agradável, lembrando limão amarelo. Poderia até ter mais acidez. Final levemente picante, sempre lembrando a fruta do bouquet e aquele chá, que eu inventei não sei de onde(...).

Vinho de sabor agradável, boa presença na boca mas não muito marcante. Acompanha bem pratos mais leves, saladas com queijos brancos mais azedos e, provavelmente, iria bem com Sushi.

Vale os R$25, tranquilamente.

O que mais gostei - do bouquet, com toque de chá branco.

28 de jun. de 2008

Casillero del Diablo Pinot Noir 2007

Comprei no Pão de Açucar, em promoção, por R$27. Achei o preço ótimo e queria muito provar o Pinot Casillero, visto que outros varietais dessa marca são muito bem feitos.


O Senhor Melchor que me desculpe, mas esse vinho...

No copo tem um cor de intensidade boa, levando para o lado de framboesa, bem vivo e brilhante. Reflexos cor de cereja e pernas longas e muito lentas, indicando a presença grande de álcool.

O primeiro aroma estava dominado pelo álcool, mesmo tendo respirado un 30 minutos. Agitando, surgiu um pouco de cereja preta mas principalmente musgo e folhas molhadas, não muito alegre. Veio também madeira, lembrando canela.

Na boca, decepcionante. Acidez pálida, um leve toque amargo e pouca concentração. Muito ontuoso, de novo mostrando o excesso de álcool. Um pouco de sabor de morango, mas deixa a desejar na fruta. O tanino muito fraco, só aparecendo mesmo no fundo da garganta, junto do calor do álcool. Final amargo e curto.

Infelizmente, não ví quase nada de interesse nesse vinho. Não chega a ser ruim de tomar, mas depõe contra a Pinot Noir. A meu ver, deram uma boa errada com a uva: muito açucar e nada de acidez levaram a este resultado.

Não vale os R$27.

O que mais gostei - da cor, ainda no copo.

14 de mai. de 2008

Santa Rita 120 Cabernet Sauvignon 2005

Este vinho está se tornando bem manjando pelos supermercados aqui de São Paulo, inclusive ficando meio carinho. Paguei uns R$28 por essa garrafa, mas costuma custar um pouco mais de R$30.


Já tomei umas 3 garrafas deste vinho e sempre acho muito bom. Estou considerando este como uma escolha certeira nesta faixa de preço, de ótima qualidade e que agrada sempre a todos.

No copo, é um tinto bem profundo, cor purpura já um pouco cor de terra, com reflexos bem escuros cor de cereja. Tem muitas pernas densas, finas e longas com bastante viscosidade.

O bouquet é rico e frutado, com fruta intensa madura e escura como ameixas, cereja preta e até groselha. Tem uma presença marcante de pimentão, terra e madeira.

Ainda no olfato, o vinho evolui para alguns aromas secundários de baunilha, caramelo e couro. Acho que o couro é bem característico deste vinho, pelo menos depois de uns aninhos de garrafa

Na boca, preenche rapidamente toda a língua com corpo muito estruturado. Acidez presente e bem equilibrada com o açucar e taninos bem marcantes mas redondos. Retro-olfação com muita madeira e a acidez da ameixa preta (da casca da ameixa, sabe?).

O final é longo e apresenta especiarias, nozes, tostado. É um vinho rico em aromas e bastante encorpado, bem ao estilo Chileno. Vai super bem com pratos mais temperados, mas também é agradável de ser tomado só.

Vale os R$28.

O que mais gostei - do bouquet, intenso e muito rico.


30 de mar. de 2008

Terrazas de los Andes Malbec 2006

Comprei este vinho no Extra, se eu me lembro bem estava em uma promoção por uns R$28 e poucos. Esta vinícola também é da Chandon, assim como o Latitud 33. A idéia deles aqui é cultivar cada uva na sua altura "ideal", para deixá-la expressar o máximo de suas características. Vai saber... O fato é que esta vinícola tem uma parceria com o lendário Chateau Cheval Blanc, de Saint Emilion, o que deve querer dizer alguma coisa.

No copo, é um vinho tinto muito profundo, cor púrpura com reflexos cor de framboesa. Bastante viscosidade, formando muitas pernas bem espessas e manchando o copo de violeta.

O bouquet é uma explosão de frutas maduras escuras, bem escuras, com bastante madeira, toques picantes de especiaria, cravo, baunilha e um fundo floral de violeta. Muito intenso mesmo, impressionante. Continuou plenamente vivo dois dias depois de aberto, evoluindo para aromas mais adocidados de compota de frutas, ainda muito agradáveis.

Na boca, é um vinho poderosíssimo, com um ataque muito picante e tânico, porém não chega a ser agressivo ou muito bruto. Concentração excepcional e muito estruturado, textura rica que recobre a língua. Álcool correto, dá para sentir mas não incomoda. A acidez fica um pouco escondida por causa dos taninos.

Retro olfação predominantemente picante, com madeira, ameixas e um fundo mais adocicado, lembrando a compota que surgiu no bouquet. Fim de boca agradável e de muita persistência.

No geral, achei um ótimo Malbec bem típico, impossível de passar despercebido. Pode ser um pouco forte demais para os de paladar mais delicado, mais indicado para quem curte um bom tinto encorpado. Acho que pode envelhecer um pouco, mas falta acidez para garantir que sobreviverá muitos anos.

Vale R$28, acho que vale até um pouco mais.

O que mais gostei - do bouquet, impressionantemente concentrado.

1 de mar. de 2008

Alamos Pinot Noir 2007

Este é o vinho do mês da Confraria Brasileira dos Enoblogs. Outros blogs comentando este mesmo vinho podem ser acessados através dos links ao lado.


Este vinho foi escolha minha, para ser o vinho do mês da confraria. Eu gosto muito de Pinot Noir, então procurei uma garrafa que tivesse um preço acessível no mercado brasileiro. Paguei R$26,37 no site da Mistral, mais o frete.

Como disse, adoro Pinot Noir, mas ao mesmo tempo acho que esta é a uva mais propensa a causar graaandes decepções. Mas resolvi arriscar.

Estou contente de dizer que este não me decepcionou.

No copo é um vinho claro, tinto cor grená com reflexos vermelhos muito vivos. Longas pernas e muito finas, correndo rapidamente pelo copo. Um vinho muito bonito.

O bouquet estava, inicialmente, um pouco carregado com aromas vínicos, que logo foram embora, deixando aroma de madeira, frutas vermelhas e um floral muito agradável. Também detectei um pouco de terra ou algo assim, mas no geral o vinho tem um bouquet que me agradou, muito delicado e aberto.

Na boca, a acidez toma conta desde o primeiro contato com a língua, porém não chega a ser agressiva. Na verdade, aos poucos ela vai dando lugar a um sabor levemente adocicado e à textura sedosa e agradável. Tem pouco corpo, como era de se esperar. Os taninos são muito suaves, a retro olfação revela toques de algo como especiarias, cravo, sei lá.

O final é agradável e suavemente adocicado. Deixa a boca limpa e fresca, pronta para outra. Degustei a 18 graus, o que colabora muito para o todo.

Reconheço que pode não ser um vinho muito fácil de agradar, pois tem muita acidez, pouco corpo e pouca concentração. Enfim, mesmo sendo "novo mundo", é um Pinot Noir...

Eu gostei muito, achei o vinho muito bem estruturado, agradável e completo. Talvez possa se beneficiar de uns 2 anos de garrafa, pois tem acidez para isso, e pode desenvolver alguns aromas mais complexos.

Vale os R$26,37.

O que mais gostei - acho que do conjunto.

1 de dez. de 2007

Trivento Reserve Shiraz-Malbec 2005


* Este post refere-se ao vinho do mês da Confraria Brasileira de Enoblogs. Fizeram também esta mesma degustação o Colheita de Vinhos, Le Vin au Blog e Vinho para Todos.


Fui atrás deste vinho, para participar da degustação, e encontrei na Expand do Shopping Vila Lobos, em São Paulo. Custou R$30,94.

No copo, é um tinto escuro, um pouco sombrio, cor de framboesa olhando na luz. Os reflexos são rosados, de vinho ainda jovem. Lágrimas muito longas, lentas e espaçadas.

O aroma, de início, é vegetal, fresco, mas que é imediatamente cortado por algo tostado, mais quente e redondo. Tem algumas notas de temperos, como cerefolio, e a madeira fazendo o "fundo". No geral, não achamos que tenha uma bouquet especialmente marcante. É redondo.

Já na boca é outra história. O primeiro ataque surpreende pela força dos taninos, realmente agressivos na língua. Deixa a boca seca e faz salivar, além de ter um final meio amargo, acredito que vindo do tanino também.

O segundo gole é mais suave, deu pra perceber melhor a estrutura do vinho. Tem pouquíssima fruta, acidez também moderada, parece que ambas ficam escondidas pelos taninos. Apesar da viscosidade no copo, não tem muito corpo e a persistência é puramente do tanino.

Enfim... No geral, não agradou muito. Apesar de gostar de vinho com taninos firmes, este está muito bruto, amargando a língua, e falta brilho e vida, que viriam de mais acidez e mais fruta. É um vinho para se servir com carnes com molhos bem escuro, pratos de sabor forte. Nós provamos o vinho sozinho.

Não acho que vale os R$30,00

O que mais gostei - não sei... Acho que o aroma meio torrado, meio de ervas.

Minha nota: 2/5

26 de nov. de 2007

Alamos Malbec - Drops 2

Segundo Drops de hoje:

Alamos, vinhaço! Compre, prove, aprecie, vale a pena. (olha ele aqui: http://www.mistral.com.br/product.aspx?idDept=0&idProduct=15755)

Tomei ontem à noite em um jantar de família. Não deu pra degustar com calma, mas de cara o vinho surpreendeu.

Muito corpo, taninos firmes, bouquet aberto e fresco.

Vou comprar e provar com calma, certamente.

21 de out. de 2007

Finca Don Domenico de Huanacache Bonarda 2003


A dica para este vinho veio deste post no blog Vinho para Todos.

Trata-se de um vinho Argentino varietal feito com a uva Bonarda. Apesar de não ser um varietal facilmente encontrado no Brasil, a Bonarda é uma das castas mais cultivadas na Argentina.

O que acontece é que, até pouco tempo atrás, era usada somente em vinhos de mesa mais simples e não dava bons varietais. Recentemente, começaram a investir em vinhos de melhor qualidade com esta uva.

Paguei uns R$27 por esta garrafa no Carrefour. (acabei não fotografando a garrafa, então vai aí etiqueta que encontrei no site do produtor, mesmo sendo de um syrah...)

Este vinho é um tinto muito profundo, com reflexos cor de cereja já um pouco alaranjados, denotando a idade da garrafa, e longas e lentas lágrimas.

O nariz muito complexo mesclando frutas escuras como ameixa preta, um aroma adocicado de compota de frutas, terra e folhas umidas. Este últimos, apesar de menos frescos, acrescentaram ao todo e não incomodaram.

Na boca apresentou bom corpo com um primeiro ataque bem ácido e muito marcante. Os taninos, muito presente mas agradáveis - para o meu gosto - não chegam a superar a acidez, que é o elemento predominante no paladar.

O álcool também é muito presente, esquentando um pouco o pálato. A retro-olfação revelou o aroma da uva com ameixas vermelhas. Os aromas mais sutis de terra foram envolvidos pela intensidade do vinho e não apareceram mais.

No geral, é um vinho muito intenso e com grande acidez, o que o torna um vinho surpreendente e diferente de muito do que se encontra, principalmente nos Chilenos. Acredito que se harmonizaria muito bem com pratos bem gordos, queijos derretidos, um fondue...

Sozinho, achei um pouco ácido de mais, mas muito saboroso.

Vale os R$27

O que mais gostei - do bouquet, complexo, mostrando a evolução do vinho nestes 4 anos.

Minha nota: 4/5