Ouvi falar pela primeira vez deste vinho no rádio, na coluna da Alexandra Corvo. Ela contou como o vinho é feito, passando por dupla fermentação e uvas Corvina, casta originária do Venetto, secas ao sol. Pareceu bem interessante... Depois fui ver que o vinho está sendo bem comentado por aí, e muito apreciado. Merecidamente!
27 de mai. de 2008
Passo Doble Malbec-Corvina 2005
26 de mai. de 2008
Quara Syrah 2004
Comprei esse vinho pelo Pão de Açucar on-line. Queria provar uns rótulos um pouco mais baratos e que normalmente não encontro no supermercado. Esse custou R$21 e eles não cobram frete.
Infelizmente, achei o vinho muito fraquinho... Meio ruim, mesmo.
No copo, tem uma cor bonita e bem viva, púrpura com relfexos cor de rubi, mas poucas pernas e muito irregulares. Textura bem leve.
O nariz era simples com frutas vermelhas, como cereja, e um toque floral. Um fundo mais adocicado agregou um pouco ao bouquet, que se mostrou fraco.
Na boca, precebe-se o corpo insuficiente já indicado no copo, com uma certa presença inical adocicada. Esse açucar é rapidamente substituido por uma acidez forte e, na minha opinião, rude e desequilibrada.
Costumo gostar de acidez nos vinhos, mas por incrível que pareça, o gosto deste vinho me lebrou muito suco de maracujá (que não é um aroma que acho interessante para um vinho tinto...). Enfim, por conta dessa acidez meio doce é que nem consegui me interessar pelo resto to vinho.
Pode ser que seja uma característica da uva Syrah, que tem mesmo muita acidez, porém neste vinho achei que o resultado foi muito esquisito e nada agradável.
O que mais gostei - ...
Não vale R$21 e não vou comprar de novo, não esse varietal.
Minha nota: 1/5
14 de mai. de 2008
Santa Rita 120 Cabernet Sauvignon 2005
Este vinho está se tornando bem manjando pelos supermercados aqui de São Paulo, inclusive ficando meio carinho. Paguei uns R$28 por essa garrafa, mas costuma custar um pouco mais de R$30.
Já tomei umas 3 garrafas deste vinho e sempre acho muito bom. Estou considerando este como uma escolha certeira nesta faixa de preço, de ótima qualidade e que agrada sempre a todos.
No copo, é um tinto bem profundo, cor purpura já um pouco cor de terra, com reflexos bem escuros cor de cereja. Tem muitas pernas densas, finas e longas com bastante viscosidade.
O bouquet é rico e frutado, com fruta intensa madura e escura como ameixas, cereja preta e até groselha. Tem uma presença marcante de pimentão, terra e madeira.
Ainda no olfato, o vinho evolui para alguns aromas secundários de baunilha, caramelo e couro. Acho que o couro é bem característico deste vinho, pelo menos depois de uns aninhos de garrafa
Na boca, preenche rapidamente toda a língua com corpo muito estruturado. Acidez presente e bem equilibrada com o açucar e taninos bem marcantes mas redondos. Retro-olfação com muita madeira e a acidez da ameixa preta (da casca da ameixa, sabe?).
O final é longo e apresenta especiarias, nozes, tostado. É um vinho rico em aromas e bastante encorpado, bem ao estilo Chileno. Vai super bem com pratos mais temperados, mas também é agradável de ser tomado só.
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categorias: #nota 4.5/5, 25-30 R$, cabernet, chile, tinto
1 de mai. de 2008
Santa Helena Siglo de Oro Cabernet Sauvignon 2006
27 de abr. de 2008
Trivento Tribu Pinot Noir 2006
O terceiro Trivento que comento no meu blog. Os outros foram um Trivento Reserve Shiraz Malbec 2005 e o outro um Trivento Shiraz Malbec, sobre o qual fiz apenas um breve comentário.
Postado por Gabriel Aleixo às 20:20 3 comentarios
categorias: #nota 3/5, 20-24 R$, argentina, pinot noir, tinto
31 de mar. de 2008
Cisplatino Tannat & Merlot 2005
30 de mar. de 2008
Terrazas de los Andes Malbec 2006
Postado por Gabriel Aleixo às 23:11 0 comentarios
categorias: #nota 4.5/5, 25-30 R$, argentina, malbec, tinto
27 de mar. de 2008
Diego de Almagro Valdepeñas
(dá até pra ver o reflexo alaranjado no fundo do copo, não dá?)
Assim que abri a garrafa, senti na rolha um aroma tostado de café. O aroma se confirmou inicialmente no copo, mas depois evoluiu para um bouquet frutado maduro, de frutas muito escuras, com um fundo adocicado. Leve toque de pimenta do reino, madeira, com o tostado ainda presente. Bem no fundo, um aroma vegetal fresco, meio pimentão vermelho.
Na boca o primeiro ataque foi muito macio com boa acidez e toque picante no céu da boca, lembrando o aroma de pimenta. Retro olfação revelou um aroma gostoso de anis muito claro. O vegetal também estava bem presente.
Fiquei contente ao voltar para meus comentários sobre o outro tempranillo que provei - este aqui - e ver que lá também encontrei Anis, frutas escuras, coisas parecidas. Gostei.
Voltando, de resto o vinho tinha poucos taninos, pouco até demais, e corpo médio. Marca mais pela acidez e estrutura picante e vegetal na boca.
No geral é um vinho agradável com sabor fácil de agradar e combinar com diversos pratos do cotidiano. No nosso caso, acompanhou muito bem Pizza de queijos. Para servir fresco.
Ví que estão trazendo uma versão "Crianza"deste mesmo vinho, acho que vou provar. Vinhos Crianza passam ao menos 1 ano em barris de carvalho, então ele deve ganhar mais corpo e taninos, o que deve contribuir.
Não sei bem quanto custou... Mas adorei o presente!
O que mais gostei - dos aromas de café e anis.
Minha nota: 3.5/5
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14 de mar. de 2008
Emoção! Krug Brut Grande Cuvée
Muita calma... Muuuuita calma...
Ok, aqui está:
A história é a seguinte: há um mês fui viajar para Amsterdam (trabalho) e passei por Glasgow para visitar minha mãe. Uma feliz coincidência permitiu que eu fosse visitá-la justamente no dia do seu aniversário. Assim, comemoramos com bolinho e... "champagninho". Minha mãe tinha ganhado uma garrafa de Krug, ai tomamos essa maravilha para celebrar!
É certamente um dos vinhos mais célebres que já tomei. Certamente um dos melhores, também. Uma experiência fantástica!
Um bouquet extraordinariamente rico, muito frutado, muita madeira, especiarias, toque picante, fundo adocicado de compota. Na boca, um ataque potente, sedoso e fresco. Muita persistência. A cor, se bem me lembro, amarelo vivo, bolhas muito finas e retas.
Não vou ficar aqui tentando escrever notas muito detalhadas, até porque não fiz uma degustação cuidadosa. E até porque, o vinho está além da minha capacidade de apreciá-lo.
Eu queria mesmo era registrar a emoção - porque foi uma emoção! - de provar esse Champagne.
Fui fuçar nos meu livrinhos, ver o que dizem. Primeira coisa que é preciso saber é que Krug, hoje em dia, pertence à LVMH, o que de maneira alguma interfere no que ele é. Pode ser que reduza um pouco o romantismo, ok...
Krug vinifica as uvas em toneis de carvalho, o que não é muito comum e dá ao vinho toda sua nota de madeira, seu corpo e seus taninos.
Ele é produzido com algo em torno de 20 a 50 Crus, quase todos a 100%, ou Grand Crus. E fica maturando por, no mínimo, 6 anos antes do dégorgement, que é quando a garrafa é aberta para se expelir a levedura e preparada para venda. A lei Francesa exige que o champagne fique maturando por, no mínimo, 8 meses, se me lembro bem. Champagnes como Moët ficam uns 12 a 18 meses. Ou seja, 6 anos é bastante.
Fato importante! Champagne não deve ser guardado por muito tempo. Ele pode ficar envelhecendo nas caves do produtor, antes do dégorgement. Depois de dégorgé, aí deve ser tomado logo. Ou seja, tratem de beber logo aqueles que vocês estavam guardando para a visita do papa!
Eu acho muito legal o universo do Champagne... Recomendo a todo mundo uma viagem por lá. Cada vila, chamada de Cru, fica completamente rodeada de vinhedos. Tem uva plantada até no jardim das casas, para não desperdiçar espaço.
As caves de alguns produtores ficam em túneis escavados por monges beneditinos, até pelos romanos! Fico imaginando uma garrafa, como essa Krug que tomei, esperando 6 anos nas caves para ficar pronta.
Enfim, é demais.
Agora é só esperar pela próxima. Quem sabe uma S de Salon... ;)
Minha nota? oras... 5/5
1 de mar. de 2008
Alamos Pinot Noir 2007
Este é o vinho do mês da Confraria Brasileira dos Enoblogs. Outros blogs comentando este mesmo vinho podem ser acessados através dos links ao lado.
Postado por Gabriel Aleixo às 19:18 4 comentarios
categorias: #nota 4.5/5, 25-30 R$, argentina, pinot noir, tinto
3 de fev. de 2008
San Huberto Bonarda 2006
31 de dez. de 2007
Cabriz Colheita Seleccionada Dão 2005
Comprei este vinho no Pão de Açucar por R$21,90. Achei o preço excelente, mas era uma promoção. Não sei qual seria o preço normal.
Trata-se de um Dão produzido pela Dão Sul, que é uma das maiores produtoras de vinhos de Portugal. Pelo que andei lendo, a região do Dão tem buscado se reinventar, após anos produzindo vinhos sem muita personalidade.
No Dão, plantam-se deversas castas, sendo a Touriga Nacional a mais famosa e provavelmente a melhor delas. Este vinho é um corte de Touriga Nacional, Tinta Roriz e Alfrocheiro.
Confesso que não tinha grandes espectativas, mas fui agradavelmente surpreendido. No copo, é um vinho muito bonito, rubi escuro com reflexos cor de cereja. Poucas lágrimas, mas muito lentas.
É um vinho muito aberto, com bouquet franco e agradável. Aromas ricos de frutas escuras maduras, como ameixa e cereja, formaram a primeira impressão, seguidos de madeira suave e especiarias como cravo e pimenta preta. Tem um fundo um pouco mais adocicado, talvez de baunilha, e algo floral, que deve vir da touriga nacional. Fora tudo isso, tinha alguma outra coisa que não consegui identificar...
Na boca, é um vinho macio e de corpo médio. A acidez é muito presente e agradável, lembrando frutas frescas. Os taninos, bem controlados, enriquecem o paladar com um toque apimentado no céu da boca. Este toque picante persiste na língua, juntamente com a acidez que deixa a boca limpa, pronta para outra!
No geral, achei que é um vinho muito agradável, refrescante se servido mais frio (provamos a 18 graus), harmônico e com aromas muito ricos. Foi uma ótima pedida para estas noites de verão, acredito que acompanhe bem pratos mais leves e até peixes, graças à acidez.
Vale muito os R$21,90, pagaria até mais.
O que mais gostei - do conjunto :)
Minha nota: 4/5
Postado por Gabriel Aleixo às 13:34 12 comentarios
categorias: #nota 4/5, 20-24 R$, alfrocheiro, dão, portugal, tinta roriz, tinto, touriga nacional
2 de dez. de 2007
Ainda sobre o Trivento Reserve - drops
Provei o vinho hoje, de novo, e achei que ele perdeu muito daquele tanino agressivo que senti ontem.
Talvez precisasse respirar ainda mais, mesmo tendo aberto uma hora antes de provar.
Mas mesmo assim, acho que continua sendo um vinho modesto, meio sem vida... Ainda seca a boca e manteve um gosto amargo no final, que não me agrada muito.
Bom, é a minha opinião...
1 de dez. de 2007
Trivento Reserve Shiraz-Malbec 2005
Fui atrás deste vinho, para participar da degustação, e encontrei na Expand do Shopping Vila Lobos, em São Paulo. Custou R$30,94.
No copo, é um tinto escuro, um pouco sombrio, cor de framboesa olhando na luz. Os reflexos são rosados, de vinho ainda jovem. Lágrimas muito longas, lentas e espaçadas.
O aroma, de início, é vegetal, fresco, mas que é imediatamente cortado por algo tostado, mais quente e redondo. Tem algumas notas de temperos, como cerefolio, e a madeira fazendo o "fundo". No geral, não achamos que tenha uma bouquet especialmente marcante. É redondo.
Já na boca é outra história. O primeiro ataque surpreende pela força dos taninos, realmente agressivos na língua. Deixa a boca seca e faz salivar, além de ter um final meio amargo, acredito que vindo do tanino também.
O segundo gole é mais suave, deu pra perceber melhor a estrutura do vinho. Tem pouquíssima fruta, acidez também moderada, parece que ambas ficam escondidas pelos taninos. Apesar da viscosidade no copo, não tem muito corpo e a persistência é puramente do tanino.
Enfim... No geral, não agradou muito. Apesar de gostar de vinho com taninos firmes, este está muito bruto, amargando a língua, e falta brilho e vida, que viriam de mais acidez e mais fruta. É um vinho para se servir com carnes com molhos bem escuro, pratos de sabor forte. Nós provamos o vinho sozinho.
Não acho que vale os R$30,00
O que mais gostei - não sei... Acho que o aroma meio torrado, meio de ervas.
Minha nota: 2/5
26 de nov. de 2007
Alamos Malbec - Drops 2
Segundo Drops de hoje:
Alamos, vinhaço! Compre, prove, aprecie, vale a pena. (olha ele aqui: http://www.mistral.com.br/product.aspx?idDept=0&idProduct=15755)
Tomei ontem à noite em um jantar de família. Não deu pra degustar com calma, mas de cara o vinho surpreendeu.
Muito corpo, taninos firmes, bouquet aberto e fresco.
Vou comprar e provar com calma, certamente.
Trivento Shiraz/Malbec - Drops 1
Dois drops hoje! Primeiro:
Esse Trivento, que custa barato (R$13,90) e encontra-se facilmente em qualquer supermercado, acabou por decepcionar um pouco...
Muito açucar, pouca acidez, aroma sem graça de compota de fruta. Enfim, não valeu a pena.
Agora, por esse preço, costumo encontrar o Concha y Toro Travessia (talvez uns dois ou três reais mais caro), que acho bem melhor.
15 de nov. de 2007
Miolo Terranova Shiraz 2006
Faz tempo que não posto nada... Estive viajando um pouco, bebendo mais cerveja do que vinho...
23 de out. de 2007
Latitud 33º Cabernet Sauvignon 2005
21 de out. de 2007
Finca Don Domenico de Huanacache Bonarda 2003
Trata-se de um vinho Argentino varietal feito com a uva Bonarda. Apesar de não ser um varietal facilmente encontrado no Brasil, a Bonarda é uma das castas mais cultivadas na Argentina.
O que acontece é que, até pouco tempo atrás, era usada somente em vinhos de mesa mais simples e não dava bons varietais. Recentemente, começaram a investir em vinhos de melhor qualidade com esta uva.
Paguei uns R$27 por esta garrafa no Carrefour. (acabei não fotografando a garrafa, então vai aí etiqueta que encontrei no site do produtor, mesmo sendo de um syrah...)
Este vinho é um tinto muito profundo, com reflexos cor de cereja já um pouco alaranjados, denotando a idade da garrafa, e longas e lentas lágrimas.
O nariz muito complexo mesclando frutas escuras como ameixa preta, um aroma adocicado de compota de frutas, terra e folhas umidas. Este últimos, apesar de menos frescos, acrescentaram ao todo e não incomodaram.
Na boca apresentou bom corpo com um primeiro ataque bem ácido e muito marcante. Os taninos, muito presente mas agradáveis - para o meu gosto - não chegam a superar a acidez, que é o elemento predominante no paladar.
O álcool também é muito presente, esquentando um pouco o pálato. A retro-olfação revelou o aroma da uva com ameixas vermelhas. Os aromas mais sutis de terra foram envolvidos pela intensidade do vinho e não apareceram mais.
No geral, é um vinho muito intenso e com grande acidez, o que o torna um vinho surpreendente e diferente de muito do que se encontra, principalmente nos Chilenos. Acredito que se harmonizaria muito bem com pratos bem gordos, queijos derretidos, um fondue...
Sozinho, achei um pouco ácido de mais, mas muito saboroso.
Vale os R$27
O que mais gostei - do bouquet, complexo, mostrando a evolução do vinho nestes 4 anos.
Minha nota: 4/5
Sobre o jantar harmonizado
Fiquei muito feliz com o convite dos colegas do blog Le Vin au Blog para realizar um jantar harmonizando um vinho espanhol com uma receita proposta pelo pessoal de outro blog, o Gourmandise.
Aceitei a proposta, encomendei o vinho, mas ainda não pude realizar o jantar.
Mas não abandonei a idéia!
Postado por Gabriel Aleixo às 13:12 0 comentarios
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8 de out. de 2007
Château Haut Bellevue Lussac-Saint-Émilion 2002
Este vinho eu trouxe da França na mudança. Estava na famigerada "caixa 16"! Hehe, esta era a caixa da mudança que tinha as minhas garrafas de vinho, eu fiquei meses pensando se elas chegariam inteiras. Chegaram sãs e salvas.
Não é um vinho frutado, é bem equilibrado e agradável. Muita persistência.
(queria dar 5, mas na escala dos franceses, acho que 4.5 está bom)
Postado por Gabriel Aleixo às 21:28 5 comentarios
categorias: #nota 4.5/5, frança, saint-émilion, tinto
3 de out. de 2007
Notas...
Eu tenho pensado bastante sobre como qualificar, como dar uma nota para um vinho.
Tenho muita dificuldade de fazer isso porque acabo sempre caindo numa armadilha de comparação, que não acredito que seja legal. Não gosto destes sitemas de pontuar vinhos, como se fosse uma ciência.
Cada vinho tem uma característica diferente, tem seu momento de ser degustado, seu prato ideal para acompanhá-lo. É isto que mais gosto sobre vinhos: cada garrafa te dá a oportunidade de descobrir um aroma novo, uma combinação nova de sabores... Cada vinho é, sim, uma experiência.
O mais legal é, justamente, aprendermos a apreciar todos estes diferentes estilos e combinações, sem ficarmos amarrado a uma fórmula óbvia.
Acredito, sim, que existam critérios objetivos para se julgar um vinho. Mas uma vez que estes atributos estão "verificados", o resto é gosto, é sensação, é opinião.
Por outro lado, qualificar um vinho ajuda a lembrar quais você compraria novamente, quais ofereceria para seus amigos e, principalmente, quais não valem a pena ou devem ser evitados.
Estou pensando em usar uma escala assim (vou usar pequenos sóis, em homenágem à videira):
(editado dia 05/03/2008)
Os sóis não funcionam muito bem em alguns browsers, acho que é problema de character set... Pelo bem da compatibilidade, vou alterar par números, mesmo.
1/5 - Prefiro uma Coca-Cola gelada...
2/5 - Se for o que estiverem servindo, aceito um taça. Ah, precisa pagar? Não, obrigado!
3/5 - Valeu pela experiência, talvez compre outra garrafa. Talvez em promoção...
4/5 - Gostei muito. Vale repetir a garrafa e ter em casa para servir aos amigos.
5/5 - Este sim é memorável! Cheio de descobertas, vale sair do caminho para ir buscar.
Com uma escala mais enxuta, pretendo reduzir o efeito "comparação". É claro que existirão vinhos melhores e piores, na minha opinião, com a mesma pontuação. Mas, pelo menos, mantenho uma certa referência e paro de me preocupar com isso!
Postado por Gabriel Aleixo às 22:09 1 comentarios
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29 de set. de 2007
Rio Sol Cabernet-Shiraz 2004
Este vinho tem sido assunto por aí nos últimos tempos. Inclusive, que me indicou foi um amigo, ou seja, é assunto.
24 de set. de 2007
Santa Julia Oak Aged Tempranillo 2005
Comprei este vinho no Carrefour há umas duas semana, logo que chegou a safra 2006. Acho que até por isso ele estava em promoção, saindo por R$21 ao invés dos R$28 da nova safra.
Anotei minhas impressões alguns dias após abrir a garrafa, portanto o vinho teve muito tempo de respirar e, talvez, perder um pouco de seu bouquet. Mas definitivamente ainda estava inteirão.
No copo é um tinto muito profundo e muito vermelho, com reflexos cor de cereja e lágrimas longas e lentas, indicando a presença do álcool (13%).
No nariz apresentou predominância de madeira (can you say "oak aged"?) mas com presença clara de anis e frutas maduras muito escuras, como amora e ameixas. No final, um certo chocolate amargo resolveu se manifestar.
Na boca, corpo médio como se espera do Tempranillo, mas com taninos bem presentes e redondos. A acidez pronunciada disputa um pouco com o álcool, que chega a deixar a boca "quente" no final. Neste meio todo, a fruta e o açucar ficam um pouco perdidos, e na verdade, fizeram falta para mim.
Esperava um pouco mais de corpo.
No geral, um vinho agradável, mas não extremamente saboroso nem complexo. Bom para acompanhar pratos médios, não muito condimentados, que poderiam mascarar os aromas.
Vale os R$21.
O que mais gostei - o anis e aquele tal de chocolate, que pensando um pouco, podia até ser um açucar queimado.
Minha nota: 3/5
Postado por Gabriel Aleixo às 22:51 0 comentarios
categorias: #nota 3/5, 20-24 R$, argentina, tempranillo, tinto
23 de set. de 2007
Salton Volpi Merlot 2005
Esta garrafa nós pedimos na pizzaria Speranza, no Bexiga. Paguei R$37 no restaurante, mas sai por R$22 no site Imigrantes Bebidas, por exemplo.
No copo tem uma linda cor púrpura bem densa, com reflexos vermelho escuro e poucas lágrimas.
Tem um aroma redondo, chega a ser adocicado mas agradável. É floral, algo como violeta, com frutas vermelhas como morango. Bem feminino.
Na boca tem um ataque bem macio e uma acidez aparente, porém bem equilibrada com o todo. Não é um vinho muito encorpado, tem taninos bem suaves. O aroma predominante na boca é o de frutas vermelhas bem maduras, como o morango, lembrando um pouco compota de frutas. O álcool é pouco presente.
Um vinho "unidimensional" mas bem equilibrado e agradável. Ótimo para acompanhar uma pizza ou outro prato descompromissado.
Não sei se vale R$22.
O que mais gostei - cheiro de violetas no copo, mas é bem fugaz.
Minha nota: 3/5






