16 de nov de 2008

Alamos Reserve Tempranillo 2005

Trouxe este vinho de Buenos Aires, infelizmente ele não é vendido por aqui. Parece que a Bodega Catena só comercializa a linha Reserve na Argentina, e este é o único tempranillo que eles fazem. Paguei uns 35 pesos, se me lembro bem.


No copo, é denso e de cor púprura escura com pouca transparência. Reflexos cor de telha e pernas longas e finas, descendo muito lentamente pelo copo.

Nariz abundante de frutas escuras, bem marcado por um toque picante. Tem fundo de cereja preta e madeira presente mas muito bem integrada. Dá pra sentir um certo aroma adocicado no fundo. Aos poucos, depois de provar, evoluiu para algo mais herbáceo, lembrando estragão.

Na boca, tem um ataque muito fresco, com ácidez leve e agradável. Corpo médio mas com boa presença. Taninos também leves, com sensação picante no céu da boca e no centro da língua. É um tanino que não preenche a boca inteira, mas dá uma vivacidade ao vinho. Madeira integrada.

No geral, predomina a acidez que dá ao vinho um frescor delicado e bem específico, inesperado para mim, que não imaginava isso em um tempranillo. Mas gostei muito! Tem também um toque picante na boca, assim como no nariz, e um final levemente amargo. Deixa a boca limpa e é ótimo para acompanhar a refeição.

Vale o que custou, mas não tem por aqui...

O que mais gostei - da acidez na boca, da sensação fresca mas com boa presença.

6 de nov de 2008

Casa Valduga Premium Gewurztraminer 2007

Um rápido comentário sobre este vinho, antes que eu me esqueça dele, pois não anotei... E acho que vale a pena o comentário.


Antes de mais nada, preciso dizer que paguei R$24,90 nele, um preço bem razoável na minha opinião. Acho os vinhos Brasileiros meio caros no geral, salvando-se os brancos e espumantes. Quem sabe agora, com o dolar em alta, a coisa não vai mudar de figura e eu vou estar achando os brasileiros até que baratinhos :)...

Enfim, este é um ótimo branco da Casa Valduga, de personalidade, bastante aromático e extremamente agradável ao paladar. Tem aromas florais e de frutas maduras, puxando um pouco para algo mais tropical como abacaxi, lembrando também pêssego branco, com toques de erva doce. Bem interessante.

Na boca, tem corpo agradável e é muito sedoso. O ataque inicial é marcado pela acidez da uva, muito bem trabalhada e com certa elegância. Tem final suave, fresco e perfumado, não muito marcante.

Achei o vinho muito fácil de tomar e bom para acompanhar diversos pratos "de vinho branco", pois é aromático, mas não em excesso, e tem acidez, mas nada muito marcante. Descrevendo assim, pode parecer que se trata de um vinho sem personalidade, mas acho que esses "meios-termos" dele são bem positivos para a gastronomia do dia a dia. Não é espetacular, mas vale a pena conferir.

Vales os R$24,90.

O que mais gostei - da textura, sedosa e elegante.

1 de nov de 2008

Latitud 33 Malbec 2007

Este é o vinho do mês da Confraria Brasileira dos Enoblogs, escolhido pelo DegustEno. Outros blogs comentando este mesmo vinho podem ser acessados através dos links ao lado, em "eu leio".

Eu  já havia comentado o Latitud 33 Malbec aqui, porém da safra 2006. Quando soube que seria esse o vinho do mês, até achei interessante a oportunidade de comparar duas safras. Só para lembrar, eu tinha dado 3,5/5 pro vinho.

Comprei essa garrafa no Pão de Açucar e paguei R$21,90, se me lembro bem. Meio caro.

No copo, um vinho de cor viva e atraente, com pernas largas e rápidas, um pouco mais rápidas do que eu esperava. Cor típica de Malbec bem jovem.

De bouquet, achei pior do que o 2006. Manteve-se no universo conhecido de frutas vermelhas escuras, mas achei tudo meio apagado, predominando um aroma vínico um pouco sem graça. 

Na boca, mostrou-se fraco. Pouco tanino e certo desequilibrio. Neste aqui, achei que o gosto doce sobressaiu-se e incomodou muito, faltou corpo e a acidez estava meio estranha, lembrando esses vinhos de pouquissima concentração. Fundo quente de álcool também meio errado.

Não é um vinho desagradável, não é isso. Mas comparado ao 2006, acho que perdeu muita concentração e talvez até cuidado na preparação. Não acho que vá melhorar nada com o tempo, de modo que venha a corrigir isso. Mesmo assim, é um vinho que dá pra tomar, se for comprado por menos de R$20,00.

Não vale R$21,90, vale no máximo 20, pra mim...

O que mais gostei - não sei.