29 de jun de 2009

Don Melchor Cabernet Sauvignon 2001

Uau, esse é um grande rótulo para o meu blog, não é? Finalmente, tive a chance de provar o vinho que "revolucionou a história do vinho no Chile", o "melhor Cabernet Sauvingon do mundo", a "expressão perfeita da casta"... Enfim, com todos estes superlativos, publicados pela mídia especializada, confesso que fiquei até com receio e um certo preconceito antes de provar. Sabe aquele sentimento de "será que é tudo isso mesmo?".


Pois então: é, é tudo isso mesmo!

Mas vamos lá, começar do princípio. Ganhei este vinho de presente dos amigos da Tribal no final do ano passado, e demorei um pouco para abrir. Mas aí levei a garrafa para tomar na pousada em que passamos o último feriado, em Santo Antonio do Pinhal, em frente à lareira, queijinhos, o cenário perfeito.

O vinho é quase um varietal, com 91% de Cabernet Sauvignon e somente 9% de Cabernet Franc, produzido na região de Puente Alto. É o top do top da Concha y Toro, recebeu 95 pontos da Wine Spectator... Não precisa de mais apresentações.

No copo, apresentou uma cor rubi muito intensa e límpida, perfeitamente bordô, nada violeta. Os reflexos bem alaranjados mostravam um pouco do tempo de garrafa do vinho, tempo este que pelo pedigree do mesmo, ainda podia se estender bastante. Mas, por outro lado, sabe-se que este é um grande vinho que pode ser bebido relativamente jóvem. Assim, fomos sem medo de errar.

No bouquet, o vinho dá um show. Toques frescos de menta, de groselha e muita fruta madura, se misturam com aromas secundários de chocolate, tostado leve, anis e couro. Sim, couro: acho que foi a primeira vez que pude genuinamente dizer que senti um aroma verdadeiro de couro. E muita, muita complexidade, havia muito mais alí para se explorar. Um bouquet convidativo, agradável, equilibrado e alegre, diferente do que eu inicialmente imaginava que seria.

Se no nariz ele dá um show, na boca dá uma aula. Equilibradíssimo, encorpado, aveludado, elegante, tem acidez presente muito agradável, taninos macios, sabores exuberantes e definidos. Não é nada pesado, tem madeira perfeita e ótima adstringência, que dá vida ao vinho. Final longo com leve calor no céu da boca, deixando aparente a fruta e também diversos outros aromas mais complexos que fazem parte do bouquet.

O vinho é pura elegância, super amigável, cheio de camadas e aromas para descobrir... Uma loucura! Eu imaginava um vinho mais pesado, mais sério, e me enganei redondamente. Felizmente!! Fiquei fã, admito.

Quem tiver a chance, vale muito a pena provar. Mas como é um vinho muito caro, não dá pra falar em custo-benefício aqui...

O que mais gostei? Ah, difícil saber. Adorei ter tido a chance de prová-lo.

Minha nota: MIL! Ok, sério: 5/5

3 comentários:

  1. Dr,

    Me manda um e-mail! cristiano.orlandi@uol.com.br

    Tenho uma degustação para o amigo...

    Forte Abraço!

    Cristiano
    Vivendo Vinhos

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    Hubert

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  3. Meu caro,
    aorei o seu blog. Muito legal.
    Fizemos semana passada em casa uma degustação "amadora" de vinhos brancos e um dos escolhidos foi o Montes Alpha Chardonnay 2008. Eu e a minha mulher gostamos mesmo de um vinho tinto e somos um pouco preconceitosos em relação ao Chardonnay. Acabou que o vinho é realmente fantástico e vale muito a pena. O preço no Chile: equivalente a uns 12 dólares, no Brasil é um pouco salgado: uns R$ 90.]
    fica aí a dica!
    um abraço
    Shirai

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